Jesus – A ovelha perfeita (4)

“Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.” (1 Coríntios 5:7)

A história inteira da Bíblia leva ao momento na Cruz quando Jesus entregou o Seu corpo físico em sacrifício de sangue pelos nossos pecados, e ao momento dois dias depois quando o Seu sepulcro foi descoberto vazio, vigiado por anjos.

O tratar de Deus com Adão, Abraão, Moises e a nação dos judeus leva-nos a este momento glorioso. Mais uma vez Deus iniciou uma nova fase na história espiritual: criar um novo Povo de Deus de origem judeu-mais-gentio (não-judeu). O sacrificio voluntário de Jesus como o nosso substituto finalisou o ciclo antigo dos judeus sacrificarem dos animais em obediência às leis de Deus.

Quando Jesus permitiu que fosse preso, interrogado e pregado na cruz para morrer, Ele escolheu não qualquer dia, senão o dia mais alto do calendário espiritual judeu, a Festa da Páscoa.

Éxodo 12 mostra-nos as instrucções específicas de Deus para o cordeiro pascal.

O cordeiro devia

Ser novo
Ser perfeito
Habitar uns dias no meio da família que beneficiaria do sangue dele
Ser sacrificado pelos chefes familiares ao crepúsculo
Morrer no dia 14 do primeiro mês
Ser completo, sem ossos partidos
Ser consumido totalmente, sem deixar nada para a manhã
Ser accompanhado pelas ervas amargosas e pão ázimos (sem fermento)
O seu sangue prevenia ao castigo de morte da cair sobre os que confiavam e obedeciam as instruções de Deus.

JESUS escolheu cumprir todas estas condições!

Ele era novo, e segunda a Bíblia, solteiro.

Ele era perfeito
Lucas 23:14-15 Pilatos falou de Jesus: “nenhuma culpa, das de que o acusais, acho neste homem”
Hebreus 4:15 “em tudo foi tentado, mas sem pecado”

Ele viveu um pouco tempo só no meio do Seu Povo Escolhido, e durante menos do que uma semana no centro de Jerusalém antes da Sua morte. Ali, nos pátios do Templo Ele ensinou e operou milagres na vista do público.
João 18:20 Jesus respondeu depois de ser preso: “Eu falei abertamente ao mundo; eu sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde os judeus sempre se ajuntam, e nada disse em oculto.”
Lucas 21:37 “E de dia ensinava no templo”

A Sua execução resultou da conspiração dos chefes espirituais de Israel que insistiam que recebesse o castigo de morte.
Lucas 19:47 “os principais dos sacerdotes, e os escribas, e os principais do povo procuravam matá-lo”
João 19:6 “Vendo-o, pois, os principais dos sacerdotes e os servos, clamaram, dizendo: “Crucifica-o, crucifica-o.”

Ele morreu na escuridão não natural providenciada por Deus, na tarde enquanto os sacerdotes sacrificavam os cordeiros pascais em Jerusalém.

Mateus 27:45 “E desde a hora sexta (15.00 no nosso sistema) houve trevas sobre toda a terra, até a hora nona.”

Morreu no dia 14 do primeiro mês.
Lucas 22:7 “Chegou, porém, o dia dos ázimos, em que importava sacrificar a Páscoa.”
João 18:28 Os acusadores de Jesus “não entraram na audiência, para não se contaminarem, mas poderem comer a Páscoa.”

Nota-se que um “dia judeu” começa ao crepúsculo e continua na noite e na manhã seguinte até ao crepúsculo seguinte. Jesus celebrou o Seu jantar pascal (seder) com os Seus discípulos na noite e fui crucificado menos que 24 horas depois.

Os Seus ossos não foram partidos, em contraste aos dos outros criminosos.
João 19:32-33 “os soldados… quebraram as pernas ao primeiro, e ao outro… mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto,não lhe quebraram as pernas”

Lhe foi oferecido vinho num ramo de ervas amargosas e já tinha comido o pão e ervas amargosas pascais só umas horas antemão. Também era Ele o Pão Celestial, consumido na Festa dos Ázimos.
João 19:29 “E encheram de vinagre uma esponja, e, pondo-a num hissope, lha chegaram à boca.”
Mateus 26:26 Na última ceia pascal com os discípulos “Jesus tomou o pão”.

O Seu sangue nos resgata do castigo de morte.
Mateus 26:28 “Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.”
Hebreus 9:22 “sem derramamento de sangue não há remissão”
Hebreus 9:26 “Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.”

Jesus – o perfeito CORDEIRO DE DEUS escolheu CUMPRIR perfeitamente todos os símbolos proféticos que o Seu Pai tinha usado com o Seu Povo ao longo de milénia. Ele oferece a solução PERFEITA para a nossa própria situação pessoal. Com um planeamento de precisão Ele preparou um meio para cada um de nós entrar numa NOVA ALIANÇA com o Pai Celestial. O Seu sangue derramado pagou o preço de TODOS PECADOS que você tenha feito ou cometa no futuro!

Você já Lhe pediu aplicar o Seu sangue na sua vida própria?

Se você não já pediu, então porque não parar agora mesmo, fechar os olhos, dizer-Lhe que precisa tanto do Seu sacrifício por você, e agradecer-Lhe pelo Seu amor espantoso por você?

Peça-Lhe de “pintar o Seu sangue sobre você” para o resgatar do castigo da morte por causa dos seus pecados. Comece uma vida nova com Ele como o Seu Salvador e Senhor! Deixe a morte – entre na vida!

Jesus – A ovelha perfeita (3)

A sua relação com Deus é uma questão de vida e de morte!

Adão e Eva, os pais da humanidade, gozaram a vida eterna com Deus até o dia em que eles ganharam a morte e a separação dEle pelo seu acto de desobediência. O castigo imediato pelo seu pecado foi desviado quando Deus os cobriram com peles. Depois, Abraão, o Pai dos Judeus, também viu como Deus providenciou a vida para o seu filho, Isaque, por enviar um carneiro para morrer no seu lugar. Deus quer que nós notemos que Ele começa uma nova fase da história da humanidade com um momento notável de vida e morte, quando uma ovelha (carneiro, cordeiro) morre por um ser humano.

Os Judeus como um povo começaram com Abraão, mas os Judeus como uma Nação Escolhida começaram quando Moises foi enviado por Deus para os libertar da escravidão em Egito. “Porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo.” (Êxodo 19: 5-6) Os Judeus entrariam no seu papel na terra decretado por Deus como uma comunidade dos Seus representantes. Eles viveriam em consagração e obediência a Ele, e agiriam como um interfaz entre Deus e o resto da humanidade. Outra vez, Deus marcaria este momento da História da Salvação com a morte substitutiva dum cordeiro pela vida humana.

Enquanto Faraó, Rei de Egito, se opunha ao mandamento de Deus de libertar os Judeus, Deus demostrava o Seu poder numa série de pragas devastadores. Em cada praga Ele poupou os Judeus para que o Seu poder e escolha fosse evidente. Antes de cada praga nova Faraó teve a opção de obedecer ao mandamento de Deus e evitar a praga.

A última praga foi a mais terrível. “À meia noite eu sairei pelo meio do Egito; e todo o primogênito na terra do Egito morrerá…” (Êxodo 11:4-5) Não obstante, aos Judeus Ele deu instrucções específicas. “…tome cada um para si um cordeiro… um cordeiro para cada família… e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde. E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem… E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e em todos os deuses do Egito farei juízos. Eu sou o Senhor… E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito.” (Êxodo 12:3, 6-7, 12-13)

Como poderia o pintar com o sangue dum cordeiro nas entradas dos seus lares os defender da morte garantida à meia-noite? Teria o sangue um certo poder mágico? Como no caso de Abraão e Isaque, o poder se encontraria em obediência e confiança.

Deus não prometeu de poupar os Judeus por causa deles serem Judeus. Ele prometeu de passar por cima das casas onde o sangue tinha sido pintado. Se os Judeus tinham contado com meramente a sua descendência biológica, ou com a sua cultura, ou com as suas tradicões, eles não sobreviveriam naquela noite. Em outras palavras, se eles fiavam na sua própria identidade, sabedoria ou poder, eles pereceriam. Eles sobreviveriam por confiar em Deus e no Seu mandamento. Cada Judeu àquela semana tinha que escolher. Os cordeiros davam as suas vidas no lugar dos primogênitos, e o sangue simbolizava a confiança do lar em Deus.

Como Adão e Eva, todos nós enfrentamos o castigo de morte por causa da nossa desobediência diária a Deus. Como Abraão, podemos experimentar que Deus proveerá um substituto por nós quando procuramos obedecê-lo, para que vivamos e não morramos. Como os Judeus em Egito, podemos ser poupados do julgamento e da morte certa se confiarmos no sangue simbólico dum cordeiro sacrificado no nosso lugar.

Deus oferece-nos a vida eterna. Ele providencia o Cordeiro para morrer em substituição. Deus revela o plano e dá-nos as instrucções. Deus permite que nós possamos entrar num novo papel de ser os Seus representantes à humanidade. Você quer confiar nEle? Você quer obececê-Lo? Você quer aceitar o Seu plano para o poupar duma morte eterna garantida e gozar uma vida eterna com Ele? Você quer entrar no seu destino de ser o Seu representante a outros aqui na Terra?

Jesus, o Cordeiro de Deus, veio à Terra para derramar o Seu sangue num acto voluntário de sacrifício na cruz. Se você aceitar o Seu sacrifício por você e confiar no Seu sangue derramado na cruz, Deus o poupará do julgamento e da morte e o libertará da escravidão ao pecado e para a liberdade com Ele. Deus quer começar uma nova fase na sua história pessoal. Você quer agir como um Faraó teimoso, ou como um Judeu obediente? Mesmo é uma questão de vida e de morte.

Jesus – A ovelha perfeita (2)

Com Adão e Eva, criados por Deus para serem administradores perfeitos da Sua criação, vemos como um só acto de desobediência a Deus deixou com que o pecado entrou no mundo e a humanidade perdeu a sua condição perfeita e papel exaltado. Este narrativo é o primeiro relatório na Bíblia das acções dos homens na terra. Desde o início, o pecado humano, a provisão de Deus dum substituto de sangue para nos cobrir e o Seu desejo de continuar a relacionar-Se connosco são o tema estabelecido no Livro de Deus, a Bíblia.

Gerações depois do Adão e Eva, um dos seus descendentes foi escolhido por Deus para ser o pai duma nova nação, os Judeus. Naquele momento crucial da história do mundo, Deus esteve prestes a repetir a mensagem sobre um animal que substituiria por uma vida humana. Deus quis que este tema aparecesse proeminentemente na vida do antepassado de todos os Judeus.

Abraão obedeceu o mandamento extraordinário de Deus de sacrificar os seu “filho da promessa” no Monte Moriá (segundo os especialistas é o sítio onde foi construido mais tarde o Templo de Jerusalém). Ele creu que de qualquer maneira Deus cumpriria a Sua promessa que os seus descendentes vinham do corpo do seu próprio filho. Antes de subir o monte fornecidos com a lenha para o holocausto, Abraão disse: “Eu e o moço… havendo adorado, tornaremos a vós” (os servos). (Génesis 22:5)

Abraão exerceu a sua obediência a Deus e a sua fé que Deus não falharia de cumprir a Suas promessas. Ele sabia como uma vida seria paga pela vida duma ovelha ou dum cordeiro. Ele confiou-se em Deus. “Deus proverá para Si o cordeiro para o holocausto, meu filho.” (Génesis 22:8) Obediência a Deus é adoração.

Deus honrou a fé e obediência de Abraão. Enquanto Isaac ficava deitado e amarrado no altar (com grande exercício da sua própria fé!) e a mão de Abraão segurava a faca no alto pronto para cravar no seu próprio filho milagroso, o anjo de Deus mandou-lhe de não ferir o moço.

“Então, levantou Abraão os seus olhos e olhou; e eis um carneiro detrás dele, travado pelos seus chifres, num mato, e foi Abraão, e tomou o carneiro e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho. E chamou Abraão o nome daquele lugar: O Senhor proverá; donde se diz até ao dia de hoje: No monte do Senhor se proverá.” (Génesis 22:13,14)

2.000 mil anos antes do início da vida terrestre de Jesus Deus pediu que o Pai dos Judeus sacrificasse o seu filho querido, e, vendo a sua obediência, Ele providenciou um carneiro em substituto. 2.000 anos mais tarde, no mesmo monte, Deus mesmo repetiu o episódio. Foi Ele o Pai amoroso, e foi Jesus o Filho milagroso. Só que esta vez a obediência levou à morte física de Jesus, o Cordeiro de Deus. Representando cada um de nós, Jesus tomou o nosso lugar no momento de sacrifício. Jesus, o Cordeiro de Deus, foi o nosso substituto para salvar as nossas vidas.

O Senhor providenciará! Ele providencia a cobertura de sangue pelo seu pecado. Ele providencia uma saída no seu crise. Ele providencia a maneira para as Suas promessas para você serem cumpridas, até quando parece que não resta nenhuma esperança! Adore-O com obediência e fé!

Jesus – A ovelha perfeita (1)


“Eis aqui o Cordeiro de Deus.” (João 1:36) Que dito tão conhecido por João o Batista quando ele viu Jesus ao Rio Jordão! Será que ele queria dizer que Jesus era fofinho e manso, conduzido facilmente?

De facto, João era um judeu inspirado pelo Espírito Santo de Deus a reconhecer o cumprimento de mais que 2 milénia de preparação espiritual por Deus para a obra de Jesus.

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João 1:29)

Como entrou pecado ao mundo? Qual foi o efeito daquele momento? E como Jesus o tirou?

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine … sobre toda a terra” (Génesis 1:26) Deus propôs que a humanidade fosse um tipo de representante físico d’Ele no mundo físico. Como Deus, no princípio a humanidade era perfeita e sem pecado.

Quando Adão e Eva transgrediram a única proibição dada por Deus, eles agiram em rebelião contra a Sua santa vontade e causaram uns resultados devastadores a eles próprios e ao resto do mundo. Um acto de teimosia (pecado) trouxe a morte física e espiritual às suas vidas, mais a corrupção ao mundo que Deus criou.

Para prevenir que eles vivessem eternamente nesta condição contaminada, Deus os expulsou do Jardim de Éden onde crescia a Árvore da Vida. Ele continuaria a relacionar-se com eles, mas a intimidade e liberdade que eles tinham desfrutado com Ele eram perdidas e não poderiam ser reganhadas sem um preço terrível. Além disso, eles tinham perdido o seu papel de serem os representantes de Deus, dominando o mundo.

“E fez o Senhor Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu.” (Génesis 3:21) Quando Adão cometeu o seu primeiro pecado, um animal pagou com a sua vida. Simbolicamente, Adão e Eva tinham que ser cobertos. O sangue foi derramado e a cobertura providenciada. Desobediência a Deus foi o pecado, não a nudez.

Quando os seus filhos, Caim e Abel, apresentaram sacrifícios a Deus como sinais de gratidão e obediência, Deus aceitou o sacrifício dum cordeiro mas não aquele do grão. A única oferta que Deus quer aceitar é a oferta da vida, simbolizada pelo derramar de sangue. Não existe nada mais precioso nem significante. Então, um padrão de sacrificar os animais, as ovelhas em particular, foi estabelecido.

Você já pecou contra Deus uma vez na sua vida? Toda a gente tem pecado vezes sem conta. Um só pecado separa-o da presença de Deus, que é santo e perfeito. Ele sabe que você não pode fazer restituição por todas as suas ofensas contra Ele. Ele veio como o Cordeiro de Deus por você, não somente para cobrir pelo seu pecado mas para o abolir completamente e restaurar você ao seu papel como o Seu representante.