Purim – A Festa de Salvação Nacional

À hora mesma quando o frio e a escuridão dos meses de inverno começam a ceder ao calor e cor da primavera, quem visita uma área populada por judeus encontrar-se-há na exuberância e festividades alegres da Festa de Purim. O trânsito não circula, as ruas são cheias de multidões de jovens que festejam em vestido de fantasia. Nos sinagogas o culto normal está substituído por uma multidão de congregantes bulhentos que assobiam e dão vivas, que matraqueiam com brinquedos na mão e apupam enquanto se lê de voz alta o pergaminho inteiro da história de Ester. Toda a nação judia por todo o mundo está a celebrar. Chegou a Festa de Purim!

Então, porquê tanto barulho? Quê a história que leva a esta êxtase? Porquê comem-se pasteis chamados Orelhas de Hamã, e porquê os homens embriagam-se tanto que não conseguem diferenciar os nomes de Mardoqueu e de Hamã? Porquê o sinagoga enche-se de moças vestidas da Rainha Ester? A resposta parece encontrar-se no passado, mas também fala dum evenemento poderoso no futuro.

Ao início da vida da humanidade na terra, quando o homem acabou de desobedecer a Deus e agiu da sua própria vontade em rebelião, Deus declarou uma maldição e uma profecia sobre o inimigo dos homens e de Deus. O homem foi destinado à morte física e espiritual, porque se tinha separado do Autor da Vida pela sua própria vontade. Não obstante, Deus proclamou a Sua primeira promessa também: que um descendente do homem um dia esmagaria o inimigo, Satanás.

De facto, Deus falou esta profecia directamente ao próprio Satanás. A partir daquele momento houve guerra entre Satanás e a humanidade, e especificamente uma guerra para assegurar que a profecia nunca podia se realizar. Primeiro Satanás tentou perverter a humanidade a uma corrupção moral muito profunda, o que levou à necessidade que Deus conservasse só um homem e a sua família no meio da limpeza mundial que Deus efectuou pelo Dilúvio.

Enquanto a linhagem dos descendentes de Adão continuava pelos séculos, Satanás tentou muitas vezes de poluir, desviar ou destruir a linhagem humana de descendência que um dia levaria Àquele que o destruiria. Quem meteu a ideia na mente de Sara de deixar a serva Agar entrar na cama do marido Abraão para criar o filho pelos esforços humanos em vez do filho criado por um milagre divino? Quem meteu a ideia na mente de Faraó de assassinar todos os meninos judeus em Egipto para aniquilar a raça judia? Quem inspirou o Araão de começar a religião do bezerro dourado enquanto Moisés encontrava Deus no Monte de Sinai? Quem incitou tantos tribos a opôr-se ou a atacar os judeus na sua caminhada à Terra Prometida? Quem levou os israelitas a desejar um rei humano para substituir o seu Rei Divino? Quem levou os reis dos reinos do norte e do sul mais tarde a lançar-se na idolatria e a desecrar o Templo de Deus em Jerusalém? O Velho Testamento é uma conta prolongada dum assalto implacável ao Povo Escolhido de Deus e especificamente contra a linhagem de descendência de Adão Àquele que viria para destruir Satanás.

Apesar da guerra cruel levada contra o Seu Povo, Deus sempre assegurava que houvesse uns judeus que Lhe permaneciam fiel: corajosos em face da morte, leais sob perseguição, ousados a falar contra a corrupção, determinados a obedecer a Suas ordens. Por toda a guerra dos milénios Deus garantiu que a linhagem que levaria ao Messias profetizado continuaria. Incluiu agricultores, pastores, guerreiros, príncipes, músicos, prisioneiros políticos e exilados. Quando a oposição mais feroz é lançado contra o Seu povo e o perigo está ao máximo, a mão de Deus vê-se na obra de frustrar os esforços do inimigo.

O exemplo mais dramático do Seu poder conservador vê-se na história da Ester. Uma moça judia, membro da nação de Israel em cativeiro na Babilônia, é elevada aparentemente por azar estranho ao papel de ser rainha. Ela mantêm segreda a sua etnicidade, e fica em contacto com o seu primo mais velho, o Mardequeu, que a aconselha de por fora das muralhas do palácio. Aparentemente por acaso o Mardequeu pode revelar uma conspiração mortífera contra o rei, mas também ele fica sujeito à ira forte dum cortesão ambicioso, o Hamã, que aprende que Mardequeu é judeu. A ira de Hamã não tem limites: ele conspira para destruir não somente o Mardequeu mas também de limpar o império de todos os judeus por um acto de genocida. Quando a Ester ouve desta conspiração contra o seu povo, ela declara um jejum de três dias sem comida nem bebida como medida espiritual desesperada a provocar o resgate de Deus. Finalmente por ousadia e diplomacia a Ester pode explicar ao rei que o seu cortesão mais alto, Hamã, conspira a tirar-lhe a vida pelo decreto real de massacrar todos os judeus. Horrorizado que tinha sido decepcionado a ordenar a morte da sua bela rainha nova, o rei decreta que num certo dia todos os judeus podem resistir e defender-se por força contra os que queriam assassiná-los. O rei ordena que o Hamã seja enforcado na própria forca que tinha preparado pela execução do Mardequeu. O plano sai bem, e para celebrar a sua salvação nacional a partir daquele tempo os judeus tem celebrado a victória na Festa de Purim. A coragem duma jovem judia, cativa no corte dum imperador estrangeiro despótico, levou à continuação da descendência de Adão dAquele que realizaria a promessa de Deus sobre Satanás.

Como judeus e cristãos podemos regozijar-nos com os judeus na Festa de Purim. Os judeus podem agradecer-se e celebrar que vivem hoje graças à coragem da Ester e ao facto que Deus a posicionou ao lado do rei pagão. Os cristãos podem regozijar-se que graças a Ester e à provisão de Deus, o Destruidor de Satanás pôde chegar à terra na plenitude do tempo para completar a Sua obra de morrer na Cruz para pagar o preço do nosso pecado, e assim libertar-nos do cativeiro de Satanás.

Os cristãos podem também lembrar-se que a coragem da Ester e a protecção divina levaram a continuação das Escrituras judias usadas por todos os séculos não somente nos sinagogas e no Médio Oriente, mas também nos lares e nas igrejas hoje em dia por toda a face da terra. Estas Escrituras falam do plano divino da salvação, não somente para os judeus mas também para todas as nações. Falam do Messias que chegou em forma do Filho de José há 2.000 anos para sofrer e ser rejeitado, para morrer pelos nossos pecados e ressuscitar à vida eterna, como profetizado nas Escrituras judias. Falam também do mesmo Messias que virá como o Filho de David para reinar sobre todas as nações do Seu trono em Jerusalém, trazendo com Ele uma era dourada de justiça e paz, como profetizado nas Escrituras judias.

Apesar do mundo ímpio virar-se sempre contra os judeus, nos últimos 100 anos temos visto um assalto horrífico e sem precedente contra os judeus por todo o mundo. O anti-semitismo e genocida tem sido e ainda são promovidos contra os judeus de qualquer género. O mesmo espírito satânico ainda dedica-se a destruir o Povo Escolhido de Deus por morte e destruição físicas e espirituais. O Holocausto dos anos 1930 e 1940 é bem documentado, mas quantos sabem que os judeus eram perseguidos ferozmente no reino dos comunistas do império soviético? Actualmente o anti semitismo aumenta-se bastante no Europa Ocidental, os judeus sendo assaltados, os seus sinagogas e cemitérios descerados, os seus negócios atacados – e tudo sem razão aparente sem uma ira irracional. Nos décadas recentes cresceu um ódio louco contra judeus por todas as comunidades muçulmanas, especialmente no Médio Oriente onde as suas crianças nas escolas primárias aprendem de odiar e desejar matar os judeus, onde os assassinos suicidas com bombas são chamados de mártires venerados. A liderança religiosa e política de Irão repita frequentemente em público que o seu plano é de aniquilar Israel e esfregar os judeus da face da mapa. É interessante que a história de Ester e Mardequeu toma lugar no país que hoje chama-se Irão!

Se Satanás não podia impedir que o descendente de Adão esmagasse a sua cabeça na cruz, pois porquê ele continua a ser tão determinado a aniquilar os judeus? A vingança podia ser a resposta, mas há uma razão mais profunda e maior. As Escrituras judias proféticos ensinam que Israel deve ser reunido na Terra de novo depois de ser exilado em muitos países por muitos séculos. Ensinam que as nações do mundo unir-se-ão militarmente contra o Israel renovado e chegarão para o atacar. Naquela hora Deus intervirá por um acto imaginável de poder para defender o Seu Povo Escolhido, e depois o Seu povo, os judeus, entenderá que o Messias, Filho de David, que eles aceitam como rei victorioso, é também o Messias Filho de José, que tinham rejeitado há tanto tempo quando sofria na cruz em substituição expiadora por eles. Elementos destes evenementos futuros encontram-se espalhados pelos livros de Isaías, Jeremias, Esequiel, Daniel, Zacarias entre outros.

Satanás pode reconhecer que perdeu a primeira parte do jogo, mas ele continua a lutar para demorar ou impedir a sua derrota na segunda parte. Para isto ele deve continuar a campanha de eliminar os judeus do mundo. A história de Ester dá nos esperança e ânimo que mesmo na face da péssima situação, o plano de Deus para o Seu Povo não será quebrado e que os melhores esforços do Satanás não resultarão.

Enquanto juntamos-nos com os judeus por todo o mundo em celebrar o fim feliz da história fascinante de Ester, podemos lembrar-nos também que a segunda parte ainda não chegou ao fim, e que os judeus de hoje, sejam em Israel ou em outros países, precisam do nosso amor e apoio em todas as maneiras. Notemos a promessa de Deus ao Abraão, o Pai dos Judeus: “E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Génesis 12:2-3) Demos graças diariamente a Deus pelo Seu povo, os judeus, pela sua doação nas nossas próprias vidas, pelos Seus planos da salvação deles por Jesus o seu Messias, e pelo seu papel nos Últimos Dias.